O barulho, a pressa, a constante agitação do mundo moderno faz com que seja difícil ver o que realmente importa. Mas a figura humana é diferente de todas as outras figuras. Ela pode ser percebida no meio da destruição mais atroz, no meio dos destroços mais ferozes, mesmo em pedaços ainda carrega aquela singular humanidade que nos torna irmãos.
O humano, mesmo que maltrapilho, mesmo que desfigurado, mesmo que jogado em praça pública na sua pobreza mais abjeta, é ainda humano e como o é. Se parássemos alguns instantes e com eles trocássemos algumas palavras veríamos que ali jaz uma estória em muitos sentidos parecida com as nossas, e esta semelhança de desejos e trisezas e de alegrias e que nos torna irmãoes, por mais que você ignore, por mais que você passe apressado, por mais que não queira se envolver, somos irmãos, de olhos, de braços, de pernas e sobretudo de vida.